quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Descubra se você pratica o verdadeiro Pilates

Comecei a trabalhar com Pilates há cinco anos, pouco tempo perto daqueles que trouxeram a técnica para o Brasil. Para falar a verdade meu primeiro contato com aquela sala que mais parece uma sala de tortura se deu em meados de 2001, mas só muito tempo depois vim me dedicar à técnica. Comecei da maneira que muitos que trabalham em grandes academias começam: o professor de pilates faltou, entre lá e dê a aula!



Em uma mistura de aula de abdominais, aula de alongamento e do que já havia vivenciado nas aulas de pilates dos meu colegas, ministrei minha primeira "aula de mat pilates", mas aquilo não era pilates de verdade. Comecei a ler sobre o assunto e fazer mais aulas para ter um mínimo de preparo se precisassem de mim novamente e quando menos esperava ganhei minha primeira turma. Fazer um curso foi inevitável. Depois do primeiro, vieram outros, de studio, de props, com bola etc. Conheço inúmeras histórias como a minha, mas poucos buscaram se aprofundar na técnica.

De 2001 pra cá o pilates cresceu muito no Brasil, virou moda, os cursos ficaram mais baratos e se proliferaram e como tudo que acontece dessa forma a qualidade caiu. O que vemos por aí, na maioria das vezes, é o que eu fiz inicialmente naquela aula em que substitui um colega, a mistura de técnicas, o que não está errado, mas não é pilates.

Não sou adepta do método puro, prefiro o método moderno por motivos que já foram explicados no texto Pilates: o exercício da moda. Puro ou genérico?. Acredito que um profissional com boa formação acadêmica e domínio dos princípios do método seja capaz de criar novos movimentos, novos desafios, adaptar materiais e exercícios, sem perder a essência do pilates.

Por outro lado sou totalmente a favor de se levar o pilates para dentro de outras práticas. Por que não usar a organização do corpo presente no pilates, nas aulas de musculação? Por que não usar alguns exercícios na bola que fortalecem glúteos e posteriores da coxa em uma aula de ginástica localizada? Por que não usar exercícios tão característicos, como o hundred, com o aluno de Personal? Há práticas interessantíssimas que fazem isso, como é o caso do X-Tend, e como muito sucesso.

Pilates não se faz em grandes quantidades, em alta velocidade, em séries de 12, de 15. Pilates prima pela perfeição do movimento e isso se constrói respeitando seus princípios. Se sua aula é assim então parabéns, você pratica o verdadeiro pilates!

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