terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Remuneração do professor na aula experimental de pilates

Falar sobre a remuneração do professor na aula experimental de pilates é um assunto que surgiu após um mal entendido que vivenciei e que gostaria de dividir aqui.

Trabalho para dois estúdios de pilates ambos localizados dentro de academias. Nos dois locais é oferecido ao  público uma aula experimental gratuita, para que possam conhecer o método, o professor, o ambiente etc. Nos dois locais sou horista, disponibilizei alguns horários e apenas se tem aula marcada compareço.
A remuneração é feita por aula e por aluno, se tenho um aluno recebo um piso e para cada aluno extra, aumenta um pouquinho, até no máximo três.

No estúdio que estou a mais tempo recebo o piso pelas aulas experimentais, ainda que tenha mais de um aluno. Já no outro quando fui perguntar sobre um monte de aulas experimentais que eu havia ministrado, me responderam que não eram remuneradas. Fique surpresa, mas realmente não me lembro se tratamos do assunto antes de começar, total falta de comunicação, por isso acabamos entrando em um acordo. O fato é que eu discordo desse procedimento e mal entrei já estou saindo de lá. A alegação para não remunerarem essas aulas é que elas são gratuitas e servem para os alunos conhecerem o meu trabalho, portanto se eles não recebem, não podem me pagar.

Acho isso um absurdo! Com muita educação, muito mais do que minha indignação permitia no momento, expliquei que sou profissional e não trabalho de graça!
Tenho quase 10 anos de profissão, mais de quatro dedicados, em parte, ao pilates. Meus horários são cheios, recebo ligações semanais de estúdios, academias e pessoas querendo ter aula comigo e não tenho como atender, então por qual motivo trabalharia de graça? A aula é experimental, mas é uma aula como todas as outras, talvez até mais difícil, pois não conhecemos o aluno e temos que fazer com que goste da aula para voltar. Se ainda pagassem uma comissão por aluno conquistado, poderia pensar, mas não é o caso. O fato é que saio da minha casa, gasto tempo, combustível e experiência e tenho que ser remunerada por isso. Sou profissional, vivo de dar aulas e desculpe, não sou boazinha...

A aula experimental faz parte da estratégia de marketing do estabelecimento e deve ser encarada como tal. Nesse sentido envolvem custos, dentre eles a hora/aula do professor. Uma forma de ter controle sobre essa despesa é contratar o professor pelo período independente de ter alunos ou não, o que pode ser uma faca de dois gumes.

E você, o que acha? Deixe sua opinião!

3 comentários:

  1. Olá! Bem, isso é um pouco complicado sim, pois o estúdio realmente não recebe do aluno aquela aula, portanto, não tem como pagar. No outro lado, o professo está trabalhando do mesmo jeito. Acho que o ideal seria uma comissão por alunos conquistados nas aulas experimentais. Por exemplo, vc ganha 35% de cada aluno que já era cliente do estúdio. Se o aluno matricular depois que vc já estava lá, através da Sua aula experimental, vc passa a receber o correspondente a 40% deste aluno (o que vale mais no final das contas do que receber somente pela aula experimental propriamente dita). Bem, fica aí minha opinião. Abraçosss

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  2. Na minha opinião está difícil de saber se você trabalha por hora ou por comissão pra esclarecer esse mal entendido. Veja: "Nos dois locais sou horista, disponibilizei alguns horários e apenas se tem aula marcada compareço." ou seja, entendi que você trabalha por hora nos dois locais, depois você diz: "A remuneração é feita por aula e por aluno, se tenho um aluno recebo um piso e para cada aluno extra, aumenta um pouquinho, até no máximo três." e aqui está claro que você é comissionada (e não horista). Indiferente da confusão, há uma fácil solução para o seu caso: 1º) se você for horista (ganha por cada hora trabalhada) seria certo você receber pela hora trabalhada sim, mesmo que seja 1 hora trabalhada para um cliente fazendo "aula experimental gratuita", entretanto, isso tem de ficar claro na hora da contratação pois o contratante não é obrigado a efetuar pagamentos adicionais de qualquer espécie sem ter sido acordado previamente (um exemplo disso são os contratos que você faz com essas operadoras de telefonia celular, assinou o contrato sem ler você "ganha" uns dois anos de absurdas mensalidades); 2º) se você é comissionada, é certo você não receber pela "aula experimental gratuita", pois você receberia somente se o cliente já estivesse pagando, então digamos que uns 30% de comissão seria seu. De qualquer forma verifique no seu contrato, o que vale é o que está escrito e assinado, não adianta reclamar depois. Tanto você quanto o proprietário têm seus custos, então não ache que só você é quem perde. Os únicos que realmente ganham neste país são banqueiros e políticos, o resto sofre igual a você e eu. Mas acho necessário lembrar que você e o proprietário devem trabalhar em sintonia, é do cliente que vocês devem "cobrar", então se achar que deve receber pela aula experimental, então converse com o proprietário para cobrar uma taxa pela aula (valor de custo). Mas como você mesma disse "não me lembro se tratamos do assunto antes de começar" então só concordo que houve realmente uma falha na comunicação. Por se tratar de uma estratégia de marketing seria bom se os estabelecimentos pudessem pagar por todos os custos (como você disse no final), mas trabalhar Pilates não dá tanto dinheiro assim quanto parece, experimente abrir seu próprio estúdio ou faça uma pesquisa de mercado para avaliar os custos necessários para se manter um estúdio com boa qualidade em todos os detalhes. Atenciosamente, Rodrigo (Administrador de Empresas e praticante do Pilates).

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  3. Oi Rodrigo,

    Talvez no calor da situação não tenha sido muito clara, eu era horista mesmo e não comissionada, o valor da aula variava conforme a quantidade de alunos na sala. Isso é relativamente comum nesse ramo.

    A situação é bem simples e exaustivamente discutida em fóruns com profissionais de Educação Física. Há uma desvalorização do profissional no mercado causada pelos próprios.

    O estúdio que não queria pagar as aulas experimentais agia assim, pois era praxe entre os outros profissionais. É claro que houve um problema de comunicação, pois não teria nem começado se tivesse entendido como habitualmente agiam. Me colocando no lugar do proprietário do estúdio, se tenho profissionais que concordam em ministrar aula experimental sem receber, porque eu iria pagar? Isso friamente pensando sem questionar se isso é ou não é ético. É o próprio profissional quem não se dá o valor.

    O fato é que eu não trabalho de graça, quanto aos custos para manter um estúdio, não são tão altos assim. Hoje não dou mais aulas, presto consultoria e posso afirmar que tem muita gente faturando bem nesse ramo. É só saber trabalhar!

    Grande abraço e obrigada pelo comentário!

    Denise

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