terça-feira, 15 de junho de 2010

Pilates e dor nas costas

São muitos os relatos de dores nas costas, especialmente na região lombar, após aulas de Pilates e em casos mais graves até inflamações que exigem tratamento médico e fisioterápico. Se uma das conseqüências da prática do Pilates é a melhora da postura em função do fortalecimento do core com um melhor posicionamento da coluna, qual seria a causa da lombalgia?
 
 
Exercícios Proibidos

 
Um colega de trabalho, Educador Físico experiente, perguntou minha opinião sobre o fato de muitos exercícios rotulados como “proibidos”, por sobrecarregar o aparelho locomotor, principalmente a coluna serem usados indiscriminadamente com o status de exercícios de Pilates. Eu respondi que não existem exercícios proibidos, existem movimentos que são contra indicados para determinda pessoa, mas que ele tem razão, estão sendo usados sem critério.

 
E eu acredito que os relatos sobre lombalgias em função da prática de Pilates tem relação com os exercícios “proibidos”. A execução da maioria dos exercícios do Pilates exige do praticante uma boa dose de consciência corporal. Por exemplo: manter a posição neutra do quadril não é tarefa simples. Conseguir perceber a posição do próprio corpo, relaxar determinadas partes e manter a tensão em outras é pré-requisito para a essa prática. Para desenvolver essa capacidade é necessário paciência e concentração, além de reduzir muito as variações de movimentos em uma aula quando trata-se de iniciantes. A pergunta é, porque isso não é feito? Eu acredito que ocorra pela falta de senso crítico e de experiência do profissional.

 
Falta de senso crítico

 
Quando as aulas são realizadas por grandes grupos em academias e centros esportivos é necessário criar aulas motivantes, desafiadoras e dinâmicas para manter a sala cheia (aula economicamente viável), o que é difícil de fazer utilizando apenas exercícios para iniciantes. Sendo assim o profissional pensa apenas em colocar exercícios variados sem questionar se o corpo daqueles alunos está preparado para executar determinado movimento. O profissional experiente faz adaptações dos exercícios mais complexos para conseguir ter a variação de movimentos necessária para ter uma aula economicamente viável e segura.

 
Atenção na escolha do profissional!
  • Certifique-se que o professor fez cursos de Pilates. Procure saber se ele se mantém atualizado.
  • Observe se utiliza apenas uma linguagem específica do Pilates ou se agrega outros conhecimentos da área de Educação Física. Lembre-se que antes de ser instrutor de Pilates ele tem um curso de graduação e deve fazer uso de seus conhecimentos na área para ministrar a aula. A maioria dos exercícios foram propostos na década de 20, muita coisa evoluiu até agora!!!
  • Na dúvida pergunte. Se a resposta não for satisfatória ou se sentir dor não faça!
Post publicado em 14 jan 2008 no Blog Fique Informa

2 comentários:

  1. Procuro conhecer os alunos aos poucos. Perguntando sempre se estão bem, como está a coluna. Digo para me avisarem se sentirem qualquer dor para tentarmos adaptar e observar. Uso a dor como uma dica dos limites do aluno. Não quero que o aluno saia da aula pior porque eu o coloquei em uma osição que acredita sem boa ignorando suas condições no momento. Tem dado bons resultados nos alunos com dores crônicas. Abraços, Ju

    ResponderExcluir
  2. Respondendo para Ju

    Oi Ju,

    Isso que você faz é ter bom senso!
    Parabéns!

    Um abraço

    Denise

    ResponderExcluir

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